sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Sem educação, saúde e segurança são inalcançáveis
terça-feira, 21 de outubro de 2008
A falta de educação mata
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Um universitário vale oito vezes mais que um estudante de 1º grau
Quanto teriam custado aquelas instalações? Quanto custariam os serviços de manutenção dos equipamentos e de limpeza dos ambientes que permitem o pleno funcionamento? O preço da mensalidade, eu sei: R$1.500,00.
São centenas de universidades públicas, pelo Brasil afora, muitas com faculdades de Odontologia. Não vejo sentido nesse nosso modelo que investe tanto na educação superior, naturalmente mais cara, enquanto o ensino fundamental, obrigatório para todos os brasileiros, é tão carente de boas instalações, de recursos didáticos atrativos, de mais horas em atividades extra-classe.
O Brasil gasta cerca de R$2.488 por estudante, segundo estudo realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico; é o que menos gasta, entre 34 países; e gasta mal, R$ 17.000 por estudante universitário e R$2.213 por estudante primário, o que representa uma distorção inexplicável, mas que dá bem a medida do elitismo imbecil que permeia a nossa cultura. É o único país em que essa distância de custos, entre os dois níveis de ensino, se mostra tão violenta.
O que seria mais importante para o país? Formar dentistas e médicos (médicos e dentistas que me perdoem) em universidades públicas ou manter as crianças em boas escolas, em turnos mais longos, longe dos apelos do mundo do crime e da violência?
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Panaceia
Recentemente, soubemos de um prefeito e sua filha, mancomunados no mesmo crime: exploração do trabalho escravo. E pela TV, a toda a hora, notícias dos incêndios provocados por queimadas. E notícias de policiais que traficam, de juízes que vendem sentença...
Não, a educação não é panacéia. É um bem que, quem possui verdadeiramente, passa a detentor de respeito próprio. E de respeito aos outros que o torna incapaz de tamanhas irresponsabilidades para com a sociedade de que faz parte. Afinal, quem há de querer trabalhar contra si mesmo? A palavra bíblica de sabedoria proferida por Jesus, “Não façais ao próximo...” é compreendida em sua dimensão mais ampla: o que faço contra os outros, em última instância, volta-se contra mim. Não é moralismo; é uma lei de que não se pode fugir. Mas, o ignorante não a compreende, não a alcança. Acredita que, tocando fogo ali, está queimando o que é seu (seu?), e daí?
Há, também, os doentes. Mesmo para esses, a educação é remédio já que, pelo condicionamento, poderão obter um certo nível de controle quanto à satisfação egoística de suas vontades.
Esses “doentes”, é óbvio, precisariam de cerceamento. Em lugar disto, muitos ocupam cargos públicos e passam a ter poder sobre os outros! Aí, sim, há um problema potencializando a falta da educação; e que a educação, por si só, não resolverá. Pessoas sem formação, psiquicamente doentes, ocupando posições de mando na sociedade: policiais, juízes, parlamentares, ministros das altas cortes ... Esses “traidores” comprometem o esforço de todos os demais cidadãos. Merecem punição exemplar: a pena que caberia a qualquer outro deveria, para tais, ser em dobro. Afinal, que pena merece o policial que aluga, por R$50.000, a viatura policial? Ou o que informa data e hora da incursão policial na favela, pondo em risco a vida de colegas e da população local?
E quanto às “doenças”? Tratá-las, se de fato existirem, aproveitando, o espaço de tempo em que esses “traidores” estiverem fora do convívio social.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Tristeza dupla
As suspeitas recaem sobre milicianos (milícias compostas por policiais) que haviam sido denunciados pelo líder morto por extorsão.
Há alguns meses escrevi, aqui, um desabafo (“Crueldade inata?”) para dizer que me recuso a aceitar a teoria dos que querem "condenar" seres humanos indefesos que crescem nas ruas, como vira-latas, sem acesso à educação. Afinal, se qualquer plantinha precisa de um mínimo trato para crescer saudável, o que dizer das crianças... É irracional esperar que o futuro, por si só, venha engendrar “gente boa” a partir dessa semeadura que se faz: desamparo, desamparo e desamparo. Não seria justo que a sociedade que desamparou e, portanto, forjou o delinqüente, simplesmente opte por “despachá-lo”.
É nesse meio, sob esse terror e crueldade, que as crianças da periferia do Rio de Janeiro estão crescendo: assistindo esquartejamento, que é a pena praticada nesse “estado paralelo”. Eu me lembro de uma matéria que li, há alguns anos, em que uma testemunha do caso Fernandinho Beira mar, narrou essa prática contra um jovem que se atrevera a namorar uma das mulheres do traficante: os restos do corpo foram colocados em um carrinho de mão que foi conduzido pela favela a fim de exemplar e intimidar os habitantes da comunidade.
Leio esse noticiário e lembro-me da minha infância, quando as mulheres da família, muito sabiamente, afastavam as crianças sempre que iam matar alguma criação... Hoje, enquanto os filhos da classe média assistem as mortes de seres humanos na TV, os da periferia não só assistem na TV... Mas são expostos, perseguidos, maltratados, seja pelo tráfico, pelas milícias e pela própria polícia.
Enquanto isto, Renam é absolvido. Luto: pela morte do líder comunitário que sequer mereceu a proteção que lhe devia o Estado, após a denúncia que fez. Luto: pela morte do Senado Federal.
domingo, 2 de setembro de 2007
O lixo e a "zelite"
Mas, agora, falando sério: “liberdades amplas e irrestritas” (seja, lá, quanto ao que for, em que lugar for), seria um projeto viável?
Liberdade não pode ser sinônimo de esculhambação. O Consumo exagerado, a ingestão de alimentos à exaustão, logo convertida em esgoto, o desperdício da água tratada que todos nós, todos os dias, mandamos para o ralo ... toneladas de alimento atiradas ao lixo por falta de políticas de vigilância sanitária que disciplinem a doação de sobras ...
A “zelite” precisa, realmente, assumir o papel que lhe compete quanto às toneladas de lixo que gera. Brasília, por exemplo, é campeã. E, olha, não se trata do lixo moral, gente... Não é uma metáfora, ao estilo do Lula rsrsrsrsrsrs. É lixo mesmo. Brasília tem, também, a mais alta renda per capta do país. Na medida em que, por aqui, se ganha mais, o desperdício também é maior.
Segundo dados do Instituto Aqualung, “...Somente nos Estados Unidos são gerados 200 milhões de toneladas de lixo por ano, uma média de 725 quilos por habitante. Mesmo quando comparado com a capital do Brasil, que é quem mais desperdiça lixo, esse número é alarmante. Brasília produz 438 quilos por habitante por ano. Que dirá quando comparado aos países africanos, cuja média de consumo por habitante é 40 vezes menor do que a americana. ..."
Na cidade de São Paulo, as desigualdades sociais estão refletidas no lixo produzido (dados da COMLURB-RJ):
“As desigualdades que caracterizam São Paulo também se mostram na produção de lixo por habitante. Apesar de o paulistano jogar em média 890 gramas por dia - pouco mais de 3,5 litros -, a diferença entre periferia e bairros centrais chega a três vezes. Enquanto o morador de Guaianases despeja cerca de 0,5 quilo num dia, quem vive na região da Subprefeitura de Pinheiros joga 1,5 quilo de resíduos. Essas referências foram usadas pela Prefeitura na primeira distribuição de boletos da taxa de lixo, com sugestões da produção média e do valor a ser pago.”
Portanto, a “zelite”, incluindo o Presidente Lula e a turma do PT (que não se assumem como tal mas, de fato, o são) precisa se mancar, usar a educação que recebeu, em proveito próprio e dos outros. E eu também me incluo, sem hipocrisias.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Liberdades não tão amplas...
“ Com o cenário atual, o mundo pode até suportar durante algum tempo o padrão de vida dos americanos. A chegada de bilhões de chineses e indianos a esse mesmo nível de consumo levará a conseqüências devastadoras para o meio ambiente e para a qualidade da vida na Terra. Será um teste aos nossos limites. ... os governos devem intervir para limitar a venda de produtos cujo consumo excessivo leve a prejuízos para o meio ambiente. Eu começaria pelo aumento dos impostos sobre a gasolina e os itens produzidos à base de petróleo. Impor alguma regulamentação nesse campo é uma questão de sobrevivência da espécie. Em segundo lugar, é preciso que os governos também estimulem os cidadãos a promover uma mudança de hábitos. A redução do desperdício de recursos naturais no dia-a-dia seria um bom começo. Há números impressionantes nesse campo. Em alguns países, mais da metade da água disponível é jogada pelo ralo...”
Quando relembro o modo como criei os meus filhos, muita sobriedade, muita austeridade, ditada pela necessidade e por informações a que fui tendo acesso na medida em que lutava com doenças alérgicas que acometia dois deles... Que bom que tenha sido obrigada a conviver com certas restrições. Enlatados e refrigerantes nunca freqüentaram a minha dispensa. Iogurtes? Uma vez por mês, nas compras mensais, para acomodar as cobranças deles. Embutidos? Nunca!
Há 15, 20 anos, não havia espaço, como agora, para a discussão dessas questões ambientais e para essa visão de saúde. E qualquer tentativa nessa direção, qualquer discurso era rechaçado, ridicularizado... Quanta coisa mudou em tão pouco tempo! Apesar do alarmismo do Dr. Ehrlich, há muito o que comemorar.
sábado, 25 de agosto de 2007
Comer pouco faz bem à saúde! E o planeta agradece.
Apesar de escolher esse tema, de modo exclusivo, para tratar em um blog, não sou uma hipocondríaca! Muito ao contrário. É que sempre me espantou ver os caminhos que tomava a saúde, com um arsenal de remédios e exames, desde quando meus filhos eram ainda crianças e eu freqüentava os pediatras para monitorar o desenvolvimento deles.
Mas, vejo com satisfação, que apesar dos dogmas dessa ciência, há melhoras e já se reconhece o poder de outros efeitos, além dos medicamentos, sobre o corpo. A nutrição avança e, se a classe médica permitir, o nutricionista desempenhará papel importante na manutenção da saúde.
Resultados de pesquisas freqüentam o noticiário, a cada semana, alguns animadores, outros remetendo a dias sombrios... Chama a atenção esse último, que afirma que se alimentar de forma moderada, comendo pouco, pode prolongar a vida.
De imediato, lembrei-me de criaturas que ganharam as manchetes nacionais por afirmar ser possível sobreviver alimentando-se de luz! Mas, quem freqüenta, sempre, as minhas lembranças é uma excelente professora de História Antiga e Medieval, dos meus tempos de universitária, que nos falava dos nossos ancestrais neolíticos, que se envenenavam enquanto aprendiam o que era próprio ou impróprio para a alimentação.
Ancestrais neolíticos???!!! Até agora, continuamos no processo de aprender; aliás, mal começamos. Ainda ridicularizamos os que são mais seletivos e cuidadosos com o que ingerem, ainda insistimos na idéia de que, estando doentes, devemos comer mesmo que a ingestão cause repulsa!
E, não fossem suficientes os danos à saúde, quanto mais comemos, mais lixo produzimos, mais poluímos o planeta.
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Paciente ou Agente?
Os atletas participantes das Para-olimpíadas nos deram amostra disto. É a chama da vida que os sustenta que torna possível que realizem as façanhas que assistimos. E também os nossos atletas “normais”, fazendo do corpo o serviçal que ele, de fato, deve ser, obediente ao comando da vontade de quem o habita.
Daí, o meu inconformismo diante do ainda persistente tradicionalismo das ciências da saúde. Principalmente com uma realidade como é a nossa, onde o Sistema Único de Saúde não consegue cumprir o papel constitucional de prover assistência a todos os brasileiros. Não seria mais barato orientar as pessoas para os cuidados básicos de saúde? Não seria mais barato reconhecer a inteligência de cada um, falar à inteligência de cada um, atenciosamente? Mas, o que se vê, nas rotinas de atendimento? Um médico postado como se pudesse ter todas as respostas, como se pudesse ter a cura para todos os males, receitando, receitando e receitando. Ouvir? Não há tempo.
O paciente, na verdade não o é; mas é, de verdade, o agente da sua própria saúde. A palavra paciente deveria ser abolida do vocabulário médico. A educação, desde os primeiros anos de vida, deveria estar voltada para a conquista de uma maior autonomia das pessoas em relação à sua própria saúde. Principalmente considerando esses novos tempos de internet e google, que permitem a qualquer leigo decifrar os diagnósticos e as prescrições médicas mais misteriosas.
Desde que o “paciente” tenha sido mobilizado, pela educação, para se tornar um agente que use essas conquistas modernas com o melhor proveito... Desde que o “PC antipedagógico”, citado pela Giulia, não se constitua em obstáculo ao aprendizado, convertido em passatempo com “viagens” ao orkut, ao site da Barbie, sem orientação ao educando e sem treinamento ao professor ... Desde que se leve a educação a sério ...
domingo, 19 de agosto de 2007
Capeta? Tô Fora!
Segundo essa avaliação, quem lê José Dirceu não lê o blog do Cesar Maia, etc., etc. Quem lê o Reinaldo Azevedo, não lê o pensamento dito de esquerda?? Eu leio. Mas vejo que, efetivamente, muitos se comportam como os adeptos de religiões onde são induzidos, pelos próprios líderes espirituais, a não freqüentar outros credos, que seriam coisa do demo.
Minha filha contou-me sobre conhecidos seus que foram expulsos da Igreja Sara Nossa Terra porque desobedeceram a ordem de não ir a uma outra igreja de denominação evangélica. Fora do espaço das igrejas, livre do medo de ir para o inferno rsrsrsrsrs, por que agiríamos de maneira tão auto-limitadora? Que falsos líderes pretendam manipular e subjugar, é compreensível. Mas, por que tantos aderem assim, tão prontamente?
No meu último post, lá se vão cinco meses, registrei a minha estranheza declarando que “odeio rótulos”. A moda, hoje, é taxar de direitista e reacionário todos os que criticam o Governo Lula, cujo lema, ameaçador, parece equivaler ao de certas denominações evangélicas: “...ou você congrega aqui ou está com o capeta!”
Uma educação bem conduzida propicia a liberdade de pensar; porque a liberdade de pensar, de descobrir e de formar conceitos próprios é um fator de saúde que vai muito além do corpo.
sábado, 3 de março de 2007
Odeio rótulos: esquerdismo... reacionarismo...
domingo, 18 de fevereiro de 2007
Crueldade inata? Bondade inata?
Eu não tenho dúvidas de que, desde muito cedo, temos o tal discernimento, experimentamos sentimentos e sabemos quando há algum tipo de ameaça ao nosso bem estar e ao nosso ambiente. Não é preciso ler tratados de Psicologia para perceber isto, quando já se criou quatro filhos, quando se conviveu com crianças. Mas esse discernimento preliminar não dispensa a necessidade de sermos moldados, dia a dia. Se assim não fosse, nem haveria sentido em se discutir propostas pedagógicas, medidas educacionais. Se o ser humano nascesse bom ou cruel, tudo estaria definido, de antemão, tudo estaria entregue à fatalidade, a um destino que condenou a criatura antes mesmo que ela nascesse. Há o temperamento, a personalidade de cada um, mais egoísta, mais altruísta, mais contido, mais extrovertido... E essas características poderão ser acentuadas pela educação, pelo ambiente.
Entretanto, o fato de sermos dotados, desde cedo, de um certo grau de discernimento que permite que nos emocionemos com cenas de tristeza que mal podemos compreender, não significa estar apto para aceitar frustrações sem reagir com violência. Irrite uma criança tirando-lhe o brinquedo de que gosta e veja a reação. Mas ninguém dirá que essa criança é cruel, tem má índole, etc., etc.
Assim, também, o menor adolescente, embora dotado de discernimento, mas com hormônios em ebulição e altas doses de testosterona na corrente sanguínea, será, por vezes, incapaz de fazer a escolha certa; ainda não tem repertório suficiente para resistir às pressões do ambiente. A irresponsabilidade, o espírito de aventura e, também a prática de atos de crueldade são típicas dos muito jovens. Existem certos tipos de brincadeiras, entre elas o trote, a humilhação de colegas por características físicas, o bullying, que são manifestações de crueldade explícita, inclusive danosas aos que são alvo delas. Então, essas condições, que fazem parte do processo de crescimento de qualquer ser humano, tornam vulnerável o jovem que vive essa fase. Pais atentos percebem, interferem, corrigem, assim como as escolas. Mas, se estiver por conta de si mesmo, será dificil que o insipiente discernimento do adolescente venha a produzir somente resultados compatíveis com o convívio social.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
Duas Farmácias em cada esquina: quem precisa?
sábado, 3 de fevereiro de 2007
Resiliência. O que é isto?
terça-feira, 31 de outubro de 2006
Auto-estima e auto-respeito
Será que essas pessoas, ao assim proceder, estariam pensando em encurtar o caminho até seus objetivos, em levar vantagem?